quinta-feira, 27 de julho de 2017
Projeto garante atendimento integral no SUS a pacientes com diabetes
Pessoas com diabetes
mellitus poderão ter garantido por lei o atendimento integral no Sistema Único
de Saúde (SUS). O Projeto de Lei do Senado (PLS) 225/2017,
que tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), torna obrigatória a
universalidade de acesso, a integralidade, a igualdade de assistência, o
direito à informação e a descentralização administrativa para o cuidado aos
diabéticos.
Autor do projeto, o senador
Ronaldo Caiado (DEM-GO) lembra que boa parte dos pacientes não conseguem acesso
a uma assistência médica "tempestiva e efetiva no SUS", o que explica
o fato de a doença ainda ser uma das mais importantes causas de cegueira, infarto,
AVC e insuficiência renal no país.
O PLS 225/2017 também
estabelece diretrizes para ações e serviços de atenção ao paciente com
diabetes mellitus (DM), como a política de educação permanente para
profissionais envolvidos no atendimento, a realização periódica de pesquisas
nacionais referentes à doença e serviços de prevenção e diagnóstico precoce.
Além disso, o projeto
estabelece a criação de centros especializados em diabetes mellitus pelo país,
conforme o perfil epidemiológico de cada localidade. Os centros deverão
oferecer atendimento médico em todas as especialidades envolvidas no
diagnóstico e no tratamento das doenças e assegurar amplo acesso a
medicamentos, insulinas e outros insumos necessários.
Caiado argumenta que o
diabetes mellitus é uma doença de grande prevalência no Brasil e no mundo. O
paciente com esse tipo de diabetes tem um aumento permanente dos níveis de
glicose no sangue, a hiperglicemia, que pode causar várias complicações, como
cegueira, insuficiência renal crônica, infarto, acidente vascular cerebral
(AVC) e amputações de membros inferiores.
O senador cita dados do
Atlas da Internacional Diabetes Federation (IDF) segundo os quais, em 2015, o
Brasil tinha mais de 14,3 milhões de pessoas com diabetes mellitus. Naquele
ano, mais de 247 mil mortes foram decorreram de complicações da doença.
“Nesse contexto, a
assistência ao paciente com DM é fundamental para a prevenção das complicações
já mencionadas e, por conseguinte, para a redução das taxas de morbidade e
mortalidade relacionada à doença”, afirma Caiado.
Se for aprovado pela CAS, o
projeto seguirá direto para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso
para a votação do texto pelo Plenário do Senado.
Agência Senado (Reprodução
autorizada mediante citação da Agência Senado)
quarta-feira, 26 de julho de 2017
terça-feira, 25 de julho de 2017
segunda-feira, 24 de julho de 2017
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Biometria para fiscalizar médicos no SUS
O ministro da Saúde, Ricardo
Barros, defendeu ontem a adoção de biometria em todas as unidades de saúde e de
um “padrão de produtividade” para fiscalizar o trabalho de profissionais que
atuam no SUS, em especial os médicos. “Vamos parar de fingir que pagamos o
médico e o médico tem que parar de fingir que trabalha”, disse. “A biometria do
funcionário vai permitir que essas pessoas cumpram o contrato que fizeram com o
poder público”, afirmou.
Segundo o ministro, é
preciso também estabelecer metas de desempenho para que as prefeituras possam
fiscalizar o trabalho dos médicos, como tempo destinado às consultas, por
exemplo. “Vamos estabelecer metas, e quem estiver abaixo do seu desempenho, vai
ser chamado a aumentar sua produtividade”.
Ele cita como exemplo o
parâmetro da OMS (Organização Mundial de Saúde), que prevê cada consulta dure
cerca de 15 minutos. “Hoje o médico vai lá, faz quatro horas de concurso e
marca 16 consultas. Ele faz cinco minutos de consulta e vai embora. Queremos o
médico no tempo que concursou”, disse.
Em uma declaração polêmica,
Barros afirmou ainda que muitos pacientes buscam diretamente o pronto-socorro
dos hospitais porque médicos não cumprem a carga horária contratada nas
unidades básicas de saúde, que deveriam responder pelo primeiro atendimento.
“O grande problema de saúde
é que não conseguimos fazer com que o médico fique quatro horas na unidade de
saúde. A pessoa que tem problema vai diretamente no hospital, porque lá ele
sabe que vai estar o médico”, disse.
De acordo com Barros, cerca
de 50% dos médicos que trabalham em municípios onde há biometria pedem
demissão. “Tenho 100 horas contratadas, eles fazem 30. Se metade for embora e a
outra metade cumprir as quatro horas, estamos aumentando a disponibilidade de
médicos para a população”, disse, citando o fato de que a maioria têm mais de
um emprego e, com isso, não consegue cumprir a jornada.
Ainda segundo o ministro, o
governo já publicou um credenciamento para selecionar empresas de informática
para informatizar e ter a oferta de biometria nas unidades de saúde até 2018. O
custo deve ser dividido entre União e municípios.
Essa não é a primeira
crítica do ministro ao trabalho dos médicos. Nos últimos meses, o ministro
entrou em atrito com entidades como o CFM (Conselho Federal de Medicina) após
afirmar que os médicos brasileiros não mostram disposição para o trabalho. Na
época, o conselho reagiu afirmando que o ministro demonstra “desconhecimento da
dedicação dos médicos brasileiros na assistência à população” e “ignora os
esforços despendidos por estes profissionais”. A declaração ocorreu durante
evento para anunciar o repasse de R$ 1,7 bilhão a municípios para ações na
atenção básica em saúde e oferta de transporte para pacientes.
Fonte: Folha Pe.







