sábado, 14 de março de 2015

Fiocruz isola vírus chikungunya e avança na criação de teste rápido

Desde o ano passado, doença já infectou 3.822 pessoas no Brasil.
Doença transmitida como a dengue provoca sintomas dolorosos.

Mariana LenharoDo G1, em São Paulo
Vírus chikungunya (Foto: CDC/PHANIE)Vírus chikungunya foi isolado a partir de amostras humanas por laboratório do Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz Paraná (Foto: CDC/PHANIE)
Info Chikungunya V1 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Pesquisadores do Instituto Carlos Chagas (ICC), da Fiocruz Paraná, estão mais perto de desenvolver um teste rápido para detectar o chikungunya, doença que já infectou 3.822 pessoas desde que chegou ao Brasil no ano passado.
Este mês, a equipe conseguiu isolar o vírus a partir do soro do sangue de pacientes infectados. Ter o vírus isolado significa, segundo a pesquisadora Claudia Nunes Duarte dos Santos, chefe do Laboratório de Virologia Molecular do ICC, obter matéria-prima permanente para pesquisas sobre a doença.
“Conseguimos crescer o vírus em cultura e podemos manipular, infectar outras células, usar como reativo para teste diagnóstico e estudar diferentes aspectos do vírus”, diz.  O foco de sua equipe agora é validar um kit diagnóstico desenvolvido pelo laboratório para detectar a doença em apenas 15 minutos a partir de uma gota de sangue.
Atualmente, o teste padrão para detecção do chikungunya usado pelo Ministério da Saúde é do tipo Elisa (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay). Ele é capaz de detectar os anticorpos produzidos pelo organismo em reação ao vírus. Por isso, o exame só é eficaz a partir do quinto dia do aparecimento dos sintomas. O resultado também não é imediato: demora alguns dias para sair.
Por causa das limitações relacionadas a esse teste, depois que os primeiros casos são constatados com exame laboratorial em determinada região, ocorrências posteriores são confirmadas apenas por critérios clínicos e epidemiológicos, segundo determinação do Ministério da Saúde.
Um teste rápido e acessível poderia mudar essa situação, segundo Claudia. “É importante que o paciente sabia na beira do leito a doença que tem para que possa ter um prognóstico melhor.”
Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Saúde, só neste ano já houve 1.049 casos confirmados da doença no país: 590 no Amapá e 459 na Bahia.
A pesquisa sobre o vírus chikungunya começou a ser feita no ICC antes mesmo de a doença chegar ao país, há três anos. “Tínhamos tudo pronto para validar o kit, mas nunca conseguíamos amostras de pacientes”, diz Claudia. Agora, com uma amostra grande de pacientes disponível, a validação do teste rápido é uma questão de meses, segundo a pesquisadora.
Selo - Chikungunya (Foto: G1)
A pesquisadora lembra que já há um teste rápido para detectar chikungunya que está sendo aplicado em algumas cidades da Bahia. Ele foi desenvolvido por uma empresa privada e promete informar o resultado em 20 minutos.
Sintomas dolorosos
A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa "aqueles que se dobram", em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
G1.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher é celebrado nas unidades Facipe 

WWW.FACIPE
Foto 02A Faculdade Integrada de Pernambuco – Facipe desenvolveu uma ação em celebração ao Dia Internacional da Mulher, onde as alunas da instituição foram surpreendidas com uma recepção toda especial. Ao entrar nas unidades, as estudantes se deparavam com um longo tapete vermelho e sons de violinos entoando canções que têm nomes de mulheres nos títulos, a exemplo de Rosa, de Pixinguiinha, Valerie, de Amy Winehouse, como também temas de filmes românticos, a exemplo de “I say a little prayer”, de Aretha Franklin, famosa pelo filme “O Casamento do meu melhor amigo”. Entretanto a verdadeira surpresa aguardava pelas alunas nas recepções, onde modelos trajando smoking foram encarregados de entregar rosas vermelhas com cartões. Entre as muitas reações, sorrisos de espanto e olhos brilhando, pontuaram os pedidos de fotos de recordação de um dia feito especialmente pra elas. A iniciativa realizada durante esta segunda (09), em todas as unidades da faculdade, teve o intuito de reafirmar à presença das mulheres no ambiente acadêmico, e reforçar sua importância para o mercado de trabalho como futuras profissionais.
Confira todas as fotos da ação no Flickr da Facipe: http://bit.ly/1BwfE8M

terça-feira, 10 de março de 2015

Vacinas ajudam a combater epidemias e a alta taxa de mortalidade

Quando devemos tomar vacinas?
Especialistas tiram as dúvidas e falam sobre mitos e verdades.

Do G1, em São Paulo
Quando devemos tomar vacinas? Quais são as obrigatórias? Quais são só para as crianças? Podemos tomar mais de uma por dia? E a carteirinha de vacinação, tem que guardar para sempre? Os médicos Renato Kfouri, pediatra e infectologista, e Rosana Richtmann, infectologista, ajudaram o Bem Estar desta terça-feira (10) a desvendar as dúvidas sobre as vacinas.
As vacinas são pensadas e desenvolvidas contra doenças que têm impacto importante na sociedade, como alta taxa de mortalidade (meningite), que acomete muita gente (gripe), ou então porque leva a complicações (pneumonia). Qualquer vacina pode dar reações, como vermelhidão, dor e inchaço, ou febre e mal estar.
Muita gente acha que só pode tomar uma vacina por dia. Isso é mito. Não existe um número limite de vacinas, mas pelo desconforto da aplicação, geralmente são dadas de duas a três por vez. Também é mito quem fala que a vacina da gripe causa gripe. Essa vacina é feita com fragmento do vírus morto, portanto, é impossível de causar gripe. “Se eu já tive a doença, não preciso tomar a vacina”. Isso só vale para casos em que a doença não aparece de novo, como a catapora. Em outros casos, são vários vírus.
Criança com febre não deve tomar vacina? Verdade. Ela tem que estar sem febre por 48 horas. Se tiver em dúvida se tomou ou não a vacina, tome de novo. Não tem problema algum. Alérgicos a ovo também precisam ter cuidado. Algumas vacinas não tem proteína do ovo na composição.

segunda-feira, 9 de março de 2015

TCU diz que 49% das cidades com o Mais Médicos perderam profissionais

Números indicariam que prefeituras podem ter dispensado médicos do SUS.
Ministro da Saúde diz que relatório do tribunal está desatualizado.G1


Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o Programa Mais Médicos afirma que houve redução de profissionais em ao menos 49% das cidades atendidas pelo programa ao longo do primeiro ano de funcionamento.
O documento constatou ainda casos de cidades que receberam bolsistas e tiveram aumento inferior ao esperado no quadro de funcionários.
Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em apenas 3% dos municípios atendidos pelo Mais Médicos houve redução de profissionais. Além disso, ele afirma que o documento está desatualizado (leia mais abaixo).

De acordo com o órgão de fiscalização, os números indicariam que prefeituras podem ter dispensado profissionais que atuavam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e substituído as vagas por integrantes do Mais Médicos – ação condenada pelo governo federal.
Os técnicos do TCU analisaram o período de junho de 2013 a março de 2014. Baseado nisso, apontaram que em 161 cidades que receberam bolsistas houve redução de médicos.
O Mais Médicos foi criado em 2013 com o objetivo de aumentar o número de profissionais atuantes na rede pública de saúde em regiões carentes, permitindo a vinda de profissionais estrangeiros ou de brasileiros que se formaram no exterior sem a necessidade de revalidação do diploma.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Diabetes e hipertensão podem afetar a visão e provocar cegueira


Entenda como as doenças podem se manifestar nos olhos.
Paciente precisa controlar as doenças.

Do G1, em São Paulo
Como você está enxergando? Você sabia que os olhos são uma janela para o nosso corpo? OBem Estar desta terça-feira (3) falou sobre a saúde dos olhos. Algumas doenças podem afetar a visão e provocar até cegueira, como pressão alta, diabetes e até sífilis. Aproximadamente 14 milhões têm diabetes hoje no Brasil, e cerca de metade dessas pessoas não sabe que tem a doença. Para falar sobre o assunto, participaram do programa o oftalmologista Emerson Castro e o endocrinologista João Salles.
E como essas doenças sistêmicas podem se manifestar no olho? O diabetes, por exemplo, atinge os vasos sanguíneos do corpo inteiro. Quando a doença está descontrolada, pode afetar também os vasos dos olhos, desenvolvendo retinopatia diabética. Os vasos ficam lesionados e o sangue extravasa. Sem sangue, falta oxigênio e a retina começa a sofrer. Se o diabetes não for controlado nesse estágio, o problema pode se agravar.
O tratamento depende do estágio do problema. Os diabéticos tipo 2 devem fazer o exame o exame de fundo de olho a cada ano para prevenir. Já os diabéticos tipo 1 devem fazer exame cinco anos após o diagnóstico e depois anualmente.
A hipertensão também pode causar a retinopatia hipertensiva. A hipertensão arterial faz com que os vasos da retina fiquem tortuosos, aumentando a pressão. A retina passa a não receber sangue como deveria e essa diminuição gradativa atrofia. O exame de fundo de olho deve ser feito uma vez por ano. Os médicos alertam que é preciso controlar as duas doenças. Existem medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão.
Já a sífilis pode causar a uveíte sifílica. A doença é uma infecção que pode lesionar a retina e causar inflamação.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Saúde avalia cobertura de vacina contra paralisia infantil em Mogi Durante ação, crianças que tiverem vacinação em atraso serão imunizadas. Trabalho também verifica vacinação contra o sarampo.

G1
Neste sábado (28) a Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes faz um monitoramento para avaliar o índice de cobertura da campanha de vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo.
Equipes vão verificar as carteiras de vacinação das crianças de 6 meses a 5 anos incompletos. E, durante a ação, quem estiver com alguma dose em atraso, será ser imunizado. Os postos ficarão abertos das 9 da manhã às 17h30. A meta é avaliar 825 carteiras de vacina.
E, pra fazer esse trabalho, vão ser visitadas casas em 33 pontos da cidade. E importante lembrar que essa verificação também pode ser feita diretamente nos postos de saúde, durante a semana. O telefone para informações é o 4798-6768.
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Depressão é a doença que mais afeta a qualidade de vida do brasileiro Doença prejudica o cotidiano, o trabalho, os relacionamentos. Entenda a diferença de depressão e tristeza.

Do G1, em São Paulo


Você sabia que a depressão é a doença que mais afeta a qualidade de vida do brasileiro? Ela atrapalha o trabalho, os relacionamentos pessoais e até os cuidados com a saúde. Algumas doenças podem provocar e agravar a depressão. Mas a boa notícia é que 70% dos casos têm cura e os remédios estão cada vez mais avançados. Como diferenciar a depressão de tristeza e desânimo? O Bem Estar desta sexta-feira (27) falou sobre isso. Participaram do programa o consultor e psiquiatra Daniel Barros e a psicóloga Ana Merzel.
Enquanto na tristeza há relação do estado mental com algo que aconteceu, na depressão a tristeza é difusa, não tem causa específica e está presente em diferentes situações e momentos da vida do doente. Mas a doença tem cura. Medicamentos, psicoterapia e atividade física fazem parte do tratamento.
Os antidepressivos, como todos os remédios, têm um lado ruim. Em algumas pessoas podem reduzir a libido. Em casos graves de depressão, podem inicialmente aumentar o risco de suicídio. Nesses casos, é necessária a supervisão cuidadosa. Os remédios são uma boia para ajudar a pessoa a não afundar, mas também é preciso acompanhamento médico e muito exercício.  A escolha do psicólogo é muito importante. O paciente precisa se sentir confortável com o profissional.
Quem cuida do depressivo precisa ser compreensivo. A doença não depende só da força de vontade para ser combatida, mas do tratamento de alterações no funcionamento do cérebro.
Doenças interligadas
As doenças do coração podem provocar e até agravar a depressão. A depressão também pode agravar uma cardiopatia. Cerca de 30% dos pacientes operados do coração ficam deprimidos. De acordo com a médica Bellkiss Romano, do Incor, a depressão acontece porque as pessoas veem o coração como a máquina da vida.
Pensar que o coração está doente é imaginar que a vida está em risco. “O paciente entra num círculo vicioso. A depressão que agrava a patologia, a patologia vai fazer com que você se sinta menos potente, vai agravar a depressão. E você não quebra o ciclo.”Do G1, em São Paulo

domingo, 11 de janeiro de 2015

Anvisa aprova primeiro remédio via oral para tratar hepatite C

Medicamento é mais eficaz e tem menos efeitos colaterais do que os atuais

05/01/2015 13:22 - Estadão Conteúdo
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai anunciar nesta semana a aprovação do primeiro medicamento para hepatite C administrado via oral. Após a aprovação da agência, necessária para que o remédio possa ser comercializado no País, o Ministério da Saúde deverá incorporá-lo ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Já utilizado em outros países, o medicamento tem maiores porcentuais de cura e menos efeitos colaterais do que os atuais, que são injetáveis. O tempo de tratamento também é menor - três meses com o medicamento via oral contra nove meses dos injetáveis.
Em outubro de 2014, o Ministério da Saúde já havia informado que pediu prioridade à Anvisa para a análise de três medicamentos via oral para a doença - sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir. Apenas um deles deverá ter a aprovação anunciada nesta semana. Os demais terão a autorização emitida posteriormente.
A estimativa do Ministério da Saúde é de que, após aprovados pela Anvisa e incorporados ao SUS, os novos medicamentos beneficiem 60 mil pacientes da rede pública nos próximos dois anos.